Esta
era uma prática muito comum no Brasil, mas que vem reduzindo gradativamente. No
início da ISO até se justificava, pois existiam poucos consultores e auditores
qualificados, mas com o passar do tempo, cada vez mais profissionais se
qualificaram e hoje existe muita oferta deste serviço no mercado.
A norma
ISO 19011, que trata sobre Auditorias, define uma única restrição, onde o
auditor não pode auditar o processo sob sua responsabilidade. Apesar da norma
não impedir a auditora pelo próprio consultor,
devemos analisar alguns pontos que o próprio mercado deverá restringir naturalmente.
Pontos a serem analisados pelas empresas:
- Um
auditor terceirizado, que não conhece seu sistema, poderá detectar falhas que
se tornam imperceptíveis para quem está implantando.
- A
visão de alguém externo geralmente proporciona aperfeiçoamento do que já existe.
- Auditar
o próprio sistema é produtivo e confiável?
Nota:
para um sistema maduro e já auditado várias vezes, torna-se plenamente aceitável
que a própria consultoria realize as auditorias internas, desde que atendendo a
norma ISO 19011.
- Auditar
o próprio processo é ético?
- Quem
criou a sistemática terá uma visão ampla para detectar o que ele mesmo não
observou durante a implantação?
- O
consultor(a) possui larga experiência comprovada em auditorias, inclusive em
seguimentos diversos, que lhe permita usar uma metodologia eficaz na detecção
de inconsistências ou falhas no próprio sistema implantado?
Estes
são os principais pontos para analise e decisão sobre quem irá realizar suas
auditorias internas. Em função disto e também da alta rotatividade de
funcionários treinados como auditores internos, muitas empresas estão
eliminando suas equipes de auditores e contratando empresas especializadas para
esse trabalho. Este tema e seus benefícios foram abordados no artigo
Compensa Manter Equipe de Auditores Internos?.
Conclusão
Apesar
de hoje em dia esta não ser mais uma prática tão corriqueira, ainda existem
casos de empresas menores que fazem uso deste recurso, como forma de reduzir
custos para ganhar contratos. Outro fato é o desconhecimento dos clientes que
ficam envolvidos em muitas situações novas e complexas durante a após a
implantação impedindo esta percepção.
Minha
recomendação como forma de isenção total, aumento da credibilidade do consultor
e maior produtiva para ambas as partes é a subcontratação de auditores
independentes. Esta prática evitará as seguintes situações:
- Questionamentos
quanto à imparcialidade ou falta de ética.
-
Conflito de interesses.
- Vícios
de trabalho e metodologias.
- Ausência
de diferentes visões críticas
- Problemas
durante a auditoria de certificação ou recertificação
- Entre outras...
Apesar do texto sucinto espero ter propiciado uma reflexão sobre o tema.